2012-10-30

Fwd: Avisos CP - Informações e alterações de tráfego



---------- Forwarded message ----------
From: <no-reply@cp.pt>
Date: 2012/10/29
Subject: Avisos CP - Informações e alterações de tráfego



Avisos CP
Greve - 1 de novembro de 2012

A CP informa que, por motivo de greve convocada por diversas Organizações Sindicais, se prevê que ocorram perturbações, com a supressão da maioria dos comboios no dia 1 de novembro.

De acordo com os serviços mínimos determinados pelo Tribunal Arbitral nomeado pelo Conselho Económico e Social, a CP prevê realizar, no dia 1 de novembro, os seguintes comboios: 

Alfa Pendular, Intercidades, Internacional e Regional

Urbanos de Lisboa

Urbanos do Porto 

Esperam-se ainda atrasos e supressões no final do dia 31 de outubro e no dia 2 de novembro no período da manhã, em todos os serviços.

A empresa desenvolveu todos os esforços para que seja cumprida a obrigação legal definida não tendo, ainda assim, garantida a sua plena realização.

Durante o período de greve não serão cobradas taxas de reembolso ou de revalidação sobre os comboios suprimidos nos serviços de Longo Curso e Regionais.

Não serão disponibilizados transportes alternativos.

Para mais informações, por favor consulte: Call Center (808 208 208), Gabinetes de Apoio ao Cliente e Bilheteiras CP.

Este conteúdo respeita as normas do novo Acordo Ortográfico.

Estamos à sua disposição para qualquer esclarecimento ou sugestão através do e-mail ou do Call Center: 808 208 208.
Agradecemos a sua preferência,
CP.pt, em linha consigo.
Caso pretenda deixar de receber os Avisos, desactive o seu envio no Perfil do myCP.





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 No reencaminhamento deste mail, apague os endereços de e-mail nele
 mencionados. Use também o BCC (em vez do "to/para"). Proteja a sua
 privacidade *E A DOS OUTROS!*
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carvalhofme

2012-10-02

Photoshop In Action

Mick Jagger

OPTIMISTA x PESSIMISTA

OPTIMISTA x PESSIMISTA

 

 

O optimista é aquele que diz:
- "Se isto continua assim, acabamos todos na rua a pedir esmola".


Pessimista é aquele que pergunta:
"A quem?".
 

 

 

2012-09-25

Photoshop In Action

Penélope Cruz

Algo que, de facto, se deve ouvir….!


"Paulo Morais denuncia a profunda podridão da república, sem rodeios, dando nomes e situações concretas.
Vejam e divulguem, porque os nossos canais generalistas, desconfio, nunca o farão!"

http://www.youtube.com/watch?v=HMOdcijvk2Q

 


2012-09-20

A Simplicidade - Por favor tornem as coisas simples e práticas

Como pousamos em Marte / How you landed on Mars


Data: 19 de setembro de 2012 18:28
Para ser visto pelos de 6 anos aos mais de 60!!!! Avós e netos


http://www.youtube.com/embed/XRCIzZHpFtY?rel=0>

2012-09-19

Dependentes

 

Parece mas não é "brincadeira"...



 Sem (com)entários !!!

 
 Depois das fundações, tínhamos esquecido os observatórios...

Observatório do medicamentos e dos produtos da saúde
Observatório nacional de saúde
Observatório português dos sistemas de saúde
Observatório da doença e morbilidade
(...se só para a saúde são 3 para a doença 1 é pouco!!!)
Observatório vida
Observatório do ordenamento do território
Observatório do comércio
Observatório da imigração
Observatório para os assuntos da família
Observatório permanente da juventude
Observatório nacional da droga e toxicodependência
Observatório europeu da droga e toxicodependência
Observatório geopolítico das drogas
(...mais 3 !!!)
Observatório do ambiente
Observatório das ciências e tecnologias
Observatório do turismo
Observatório para a igualdade de oportunidades
Observatório da imprensa
Observatório das ciências e do ensino superior
Observatório dos estudantes do ensino superior
Observatório da comunicação
Observatório das actividades culturais
Observatório local da Guarda
Observatório de inserção profissional
Observatório do emprego e formação profissional
(...???)
Observatório nacional dos recursos humanos
Observatório regional de Leiria
(...o que é que esta gente fará ??)
Observatório sub-regional da Batalha
(...deve observar o que o de Leiria deveria fazer ??)
Observatório permanente do ensino secundário
Observatório permanente da justiça
Observatório estatístico de Oeiras
(...deve ser para observar o SATU !!!)
Observatório da criação de empresas
Observatório do emprego em Portugal
  (...este é mesmo brincadeira !!!)
Observatório português para o desemprego
  (...este deve ser para "espiar" o anterior !!!)
Observatório Mcom
(este deve pertencer às secretas)
Observatório têxtil
Observatório da neologia do português
(...importante para os acordos "Brasilaicos-Portuenses" e mudar a Estória deste Brasilogal !!!)
Observatório de segurança
Observatório do desenvolvimento do Alentejo
(...este deve ser para criar o tal deserto do Sr. "jamé" !!!)
Observatório de cheias
(...lol...lol...)
Observatório das secas
(...boa...)
Observatório da sociedade de informação
Observatório da inovação e conhecimento
Observatório da qualidade dos serviços de informação e conhecimento
(...mais 3 !!!)
Observatório das regiões em reestruturação
Observatório das artes e tradições
(este deve ser para verificar que se mantém a tradição de, com arte, se continuar a torturar touros)
Observatório de festas e património
Observatório dos apoios educativos
Observatório da globalização
Observatório do endividamento dos consumidores
(...serão da DECO ??)
Observatório do sul Europeu
Observatório europeu das relações profissionais
Observatório transfronteiriço Espanha-Portugal
  (...o que é estes fazem ???)
Observatório europeu do racismo e xenofobia
Observatório para as crenças religiosas
  (...gerido pelo Patriarcado com dinheiros públicos ???)
Observatório dos territórios rurais
Observatório dos mercados agrícolas
Observatório dos mercados rurais
(...espetacular)
Observatório virtual da astrofísica
Observatório nacional dos sistemas multimunicipais e municipais
(...valha-nos a virgem !!!)
Observatório da segurança rodoviária
Observatório das prisões portuguesas
Observatório nacional dos diabetes
Observatório de políticas de educação e de contextos educativos
Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira
(lol...lol...)
Observatório estatístico
(deve ser para verificar a estatística das estatísticas)
Observatório dos tarifários e das telecomunicações
(...este não existe !!! é mesmo tacho !!!)
Observatório da natureza
Observatório qualidade
(...de quê??)
Observatório quantidade
(...este deve observar a corrupção descarada)
Observatório da literatura e da literacia
Observatório nacional para o analfabetismo e iliteracia
Observatório da inteligência económica
(hé! hé!! hé!!!)
Observatório para a integração de pessoas com deficiência
Observatório da competitividade e qualidade de vida
Observatório nacional das profissões de desporto
Observatório das ciências do 1º ciclo
Observatório das ciências do 2º ciclo
(...será que a Troika mandou fechar os do 3º, 4º e 5º ciclos)
Observatório nacional da dança
Observatório da língua portuguesa
(deve ser para verificar se estamos a cumprir o acordo ortográfico)
Observatório de entradas na vida activa
Observatório europeu do sul
Observatório de biologia e sociedade
Observatório sobre o racismo e intolerância
Observatório permanente das organizações escolares
Observatório médico
Observatório solar e heliosférico
Observatório do sistema de aviação civil
(...o que é este gente fará ??)
Observatório da cidadania
Observatório da segurança nas profissões
Observatório da comunicação local
(...e estes ???)
Observatório jornalismo electrónico e multimédia
Observatório urbano do eixo atlântico
(...minha nossa senhora !!!)
Observatório robótico
Observatório permanente da segurança do Porto
(...e se cada cidade fosse criado um !!!)
Observatório do fogo
(...que raio de observação !!)
Observatório da comunicação (Obercom)
Observatório da qualidade do ar
(...o Instituto de Meteo e Geofisica não faz já isto ???)
Observatório do centro de pensamento de política internacional
Observatório ambiental de teledetecção atmosférica e comunicações aeroespaciais
(...este é bom !!! com o nosso desenvolvimento aero-espacial !!!)
Observatório europeu das PME
Observatório da restauração
Observatório de Timor Leste
Observatório de reumatologia
Observatório da censura
Observatório do design
Observatório da economia mundial
Observatório do mercado de arroz
Observatório da DGV
Observatório de neologismos do português europeu
Observatório para a educação sexual
Observatório para a reabilitação urbana
Observatório para a gestão de áreas protegidas
Observatório europeu da sismologia
(...o Instituto de Meteo e Geofisica não faz isto também ???)
Observatório nacional das doenças reumáticas
Observatório da caça
Observatório da habitação
Observatório Alzheimer
Observatório magnético de Coimbra


 

Perguntas:
1- O que é que toda esta gente observa?
2- Tornaram  o País melhor  ?
3- Quanto custam ?
 





2012-07-24

Photoshop In Action

Mena Suvari

Browswers e template do blog

2012-07-24 Browswers e template do Blog http://devaneantes.blogspot.pt/
Tudo bem no Firefox
Mal no chrome
Ainda não testei com o IE8

Só acontece com post de links.
Por tal pedimos desculpa e vamos regularizar a situação, ASAP.

2012-07-06

Portugueses! Somos únicos! Porque é que isto é verdade?

Somos únicos carago, somos os maiores

 
SER PORTUGUÊS É:

Levar arroz de frango para a praia.

Guardar as cuecas velhas para polir o carro.

Lavar o carro na rua, ao domingo.

Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).

Passar o domingo no shopping.

Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.

Viajar pró cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.

Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.

Enfeitar as estantes da sala com os presentes do casamento.

Exigir que lhe chamem 'Doutor'.

Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.

Axaxinar o Portuguex ao eskrever.

Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque 'é caro'.

Já ter 'ido à bruxa'.

Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.

Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.

Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos, a 500 metros de casa.

Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).

Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!

Ter três telemóveis.

Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.

Ir à bola, comprar o bilhete 'prá-geral' e saltar 'prá-central'.

Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.

Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.

Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele.


Viva Portugal, carago...

     

 

2012-07-05

INCRIVELMENTE ÚTIL!

ÓTIMAS IDÉIAS!

 

EU NUNCA TINHA PENSADO NISTO! AGORA VOU USAR

USE uma pá de lixo limpa para encher um balde que não serve na pia
 

   Coloque uma gominha em volta da lata de tinta para escorrer

a brocha;pincel, pra não deixar escorrer a tinta nos lados da lata. 

    

Use o removedor de grampos em vez de suas unhas para retirar ou

colocar chaves no chaveiro...

     

Ponha a colher de pau atravessada em cima da panela para não deixar

espirrar pelo fogão ao ferver.
 

 
 
 
 
Use fechadores de sacos plásticos para salvar suas sandalias havaianas

que racham no buraquinho.
 

 
Como colocar tenis na secadora 
 


 
 

Use seu óculos ou um pequeno espelho côncavo em cima de sua

escrivaninha para ver quando alguém entra na sala e não espanta

voce. 

 

Veja como usar o canhdinho pra não levantar da lata de refrigerante

 
 
 
Use um pano de microfibra na janela do carro para evitar que congele

ou embasse, quando não estiver em uso.

   

Use um pente para manter o prego no lugar..

 
 
 
Use uma folha de post it para aparar os debrís quando usar a furadora.


 

 



 

 

 

 

 

 

Portugal há 140 anos...

FW: PSP - Pulseiras para crianças

Olá,

Com a proximidade das férias pode vir a ser interessante para quem tem filhos e se vai deslocar para grandes espaços como praias, parques aquáticos, festivais de verão, enfim, locais onde reina a confusão!

https://estouaqui.mai.gov.pt/Pages/Default.aspx
 
As Pulseiras irão ser entregues em todas as esquadras da PSP no final da próxima semana, principio da outra, basta dirigirem-se a uma esquadra e solicitarem a pulseira, para finalizar é fazer o registo/activação da pulseira no site.

Cumpts,

 

 

2012-07-02

can you read this?

 

Beethoven saiu à rua...

Que bom seria se tivéssemos publicidade desta nas nossas ruas. Infelizmente penso que nem sequer uma orquestra sinfónica (completa) temos em Portugal. Não sei se é verdade, mas disseram-me há tempos que Madrid tem 3 ou 4. Enfim…
 
 
 

2012-06-19

Photoshop In Action

Cate Blanchett

Manipulação de imagens

Fantástico!

Para os meus amigos que costumam perguntar se determinada cena de um filme é barrete ou não,
se determinada acção é ou não um hoax, aqui lhes deixo, como resposta, este belíssimo apontamento de
como se fazem os filmes. Depois peço-lhes que, quando forem ao cinema, não pensem no que vão ver
neste vídeo porque estragam a sensação de “realidade” do espectáculo:

http://player.vimeo.com/video/34678075?title=0&

           

 

 

 

2012-06-14

FW: O melhor texto sobre futebol alguma vez escrito em Portugal - FORÇA SELECÇÃO

Tudo o que eu devo ao futebol

 

Nenhuma literatura alguma vez fez isto por mim. Nenhuma poesia, nenhuma arte, nenhuma filosofia. Fê-lo o futebol.

 

JOEL NETO

(autor do romance “OS SÍTIOS SEM RESPOSTA”, Porto Editora 2012)

 

De cada vez que me sento num estádio, ou me ponho em frente ao televisor, ou me curvo diante de um transístor, não é aquele jogo que vejo, não é aquele jogo que ouço. Estou em 1989, faltam dez segundos para Fernando Gomes atirar à barra o penálti que impedirá o Sporting de bater o Nápoles de Maradona – e aí vai ele, Gomes, com a bola na mão, caminhando entre o círculo central e a grande área, o olhar pregado na relva como quem sabe que lhe caberá a ele a dúbia honra de glorificar a nossa derrota. Estou mais longe ainda, aliás: estou no Verão de 1987 e Vítor Damas anda aos gritos em cima do risco de golo, a correr de um lado para o outro da baliza e a fazer exigências à descoordenada barreira do Sporting, enquanto Dito, Nunes e Diamantino parecem discutir quem marcará o livre directo cedido instantes antes por Ralph Meade – e já aí está Diamantino, partindo para a bola à falsa fé e ali mesmo começando a desequilibrar, de modo ao mesmo tempo infecto e irremediável, a final da Taça de Portugal, a nossa primeira vaga oportunidade de compensar cinco anos sem títulos de qualquer espécie (isto num tempo em que cinco anos sem títulos de qualquer espécie ainda eram uma tragédia, note-se), e que, não por coincidência, morreria aos pés do Benfica.

Ao meu lado está o meu pai, ainda jovem. Olho-o de soslaio, como que voltando a tentar desvendá-lo. Todos os dias o vejo sair e regressar a casa, com a sua impecável farda azul – e é quase tudo. Não sei ainda o quanto o admirarei no futuro. Não sei ainda o papel que terá no meu olhar sobre o mundo a sua honestidade férrea. Não faço ideia sequer de que está já plantando em mim a semente renovadora (e até um pouco maligna) da auto-determinação, incutindo-me a urgência de suplantar o destino que me parece guardado. Ou talvez comece já a intuir alguma coisa, não sei. Estamos na cozinha fria dos Açores. Lá fora, o silêncio. Não passam automóveis na rua em dias de futebol – os próprios melros parecem suspender o seu desenfreado canto quando joga o Sporting. Há como que um estertor de ansiedade por dentro do meu pai. Ondas peristálticas percorrem-lhe o pescoço, o peito, o estômago – e, no entanto, nem um esgar, nem um salto incontido, nem um gesto de impaciência. Até que se confirma que perdemos. Perdemos sempre, na verdade. Sempre que é importante. E então ele ergue-se silencioso, tossica a sua tosse tímida e nervosa, como que dando por concluída a tarefa mais irrelevante e aborrecida do dia – e desaparece lá para trás, para o quintal, onde passará a noite com um maço e um escopro, abrindo buracos sem razão aparente, e que no fim-de-semana seguinte se ocupará de tornar a tapar, assim o Sporting volte a perder.

Ao significado de tudo isto, demoro ainda muito tempo a percebê-lo. Nos quinze anos seguintes haveremos de viver a dois mil quilómetros um do outro – e mesmo quando, a dada altura, uma parte do meu ano começar a ser vivida não a dois mil quilómetros dele, mas a cem metros apenas, a distância entre nós demorar-se-á a mesma. E, contudo, continuaremos a ter o futebol. Teremos sempre o futebol. Mesmo que não encontremos mais nada sobre o que falar um com o outro, haverá o Sporting. Às vezes ainda tentamos fugir-lhe. Fugir-lhe, não: transcendê-lo. Não há razão para fugirmos do Sporting, afinal: o Sporting sempre nos partiu o coração, mas o que lhe devemos é já muito mais importante do que a simples alegria. Tentamos diversificar a conversa, digamos. Falamos do trabalho. Dos afazeres. Da crise. Da meteorologia – e, enfim, outra vez do Sporting (ou da selecção nacional, durante as grandes competições internacionais), agora menos frustrados com o fracasso dos outros assuntos do que gratos por aquele maravilhoso lugar a que poderemos voltar sempre. E, a certa altura, já nem é sequer uma possibilidade de comunicação, aquele jogo: é uma declaração de amor. Como, se calhar, se limitou sempre a ser: apenas a única maneira que encontrámos os dois de dizer um ao outro que nos amávamos, sem termos de efectivamente utilizar essas palavras.

O pai. Julgo que não me engano se disser que a idade adulta começa no momento em que um homem é pela primeira vez capaz de admirar o seu pai. O meu pai. Tenho a certeza de que, por muito que me tivesse esforçado, e ainda que o houvesse mesmo feito, eu jamais teria conseguido ser durante cinco minutos metade daquilo que ele foi ao longo de toda a vida, sem uma hesitação, sem uma ressalva, sem outra intenção que não apenas sê-lo. E que ainda é, aliás. Muitos escritores fizeram questão, algures ao longo da vida, de homenagear o pai. Fizeram-no muitas vezes a título póstumo, outras tantas quando ele se encontrava no leito de morte. Fizeram-no como forma de estender o braço, de recuperar o tempo perdido, de vencer a distância. Toda a literatura é isso, provavelmente: o impulso de vencer a distância, a irredutibilidade desse impulso. A mim, o momento de fazê-lo sobreveio-me talvez mais cedo do que a outros (embora mais tarde do que a muitos também). Chegou quase como uma epifania, sem se anunciar, quando eu sabia já que queria falar por uma última vez de futebol, mas ainda não porquê. E chegou avassalador: tomou o texto nas mãos e foi por aí fora, instrumentalizando-nos a todos, as pessoas, os lugares, os objectos, a rotinas, os cheiros – todos reduzidos a não mais do que ferramentas, como se a nós próprios não nos restasse mais do que abrir buracos sem razão aparente, talvez apenas para que pudéssemos fechá-los mais tarde, ainda que de novo por nenhum motivo que não o de manusear buracos.

Ao livro que resulta desse exercício decidi chamar-lhe “Os Sítios Sem Resposta”. A vida, se alguma vez puder ser reduzida a um sentido só, não passará provavelmente disso: de uma deriva pelos espaços que nada têm para dizer-nos de volta, da procura de um lugar a que possamos chamar nosso, do desorientado mas furioso caminho de regresso a casa. Mas, sobretudo, foi ao lado do meu pai que eu li pela primeira vez esse verso, esse maravilhoso poema de Tolentino de Mendonça que eu nem imaginava ainda roubar. “Regressamos a uma terra misteriosa/ trazemos uma ferida/ e o corpo ferido/ imprevistamente nos volta/ para margens mais remotas// (…) para além do jogo das nossas defesas/ qualquer coisa interior/ a intensa solidão das tempestades/ os campos alagados,/os sítios sem resposta// o teu silêncio, ó Deus, altera por completo os espaços.” Era sábado, eu estava à beira da mais importante e dramática decisão da minha vida (um momento puramente revolucionário, talvez, mas isso agora é o menos) e tinha por acaso o meu pai a meu lado, em Lisboa. Por acaso, não. De maneira nenhuma por acaso: alguma coisa nos dissera que devíamos estar juntos naquele dia, naquele tempo – alguma coisa dentro de nós nos encaminhara para ali. Passámos a tarde juntos, em silêncio, deambulando pela casa. Foi aí que eu o li. “Silêncio.” E então, sim, entrámos no meu Smart. Abrimos o tejadilho. Pusemos um disco de funk – e dirigimo-nos para Norte.

O Sporting, naturalmente, perdeu. Se ganhasse, conquistaria também o campeonato, pondo fim a novos quatro anos sem títulos de importância alguma. Durante mais de uma hora, o Sporting em cima deles. Ataques pela esquerda, ataques pela direita, determinação defensiva, resiliência. O Sporting comovente, como tantas vezes é o Sporting, sobretudo se a caminho de mais uma bela derrota. Pelo menos, eu recordo-o assim: abnegado e comovente. Até que, aos oitenta e quatro minutos, um pontapé longo do guarda-redes adversário. Para além do jogo das nossas defesas, qualquer coisa interior. O corpo ferido. Dois toques, uma triangulação – e nós reconhecendo já aquilo, aquele ritmo, aquela melodia. O silêncio. A intensa solidão das tempestades, os campos alagados, os sítios sem resposta. Um remate – e, pronto: golo do FC Porto. O teu silêncio, ó Deus – o teu silêncio altera por completo os espaços. Golo do FC Porto e, de novo, o fracasso. Mas, de novo também, não apenas meu. Não apenas dele. Nosso. O estádio atónito, insultos trocando-se entre adversários, murros digladiando-se entre amigos. E nós ali. Um ao lado do outro. No silêncio de sempre – voltando à cozinha fria dos Açores, ouvindo outra vez suspender-se o canto dos melros e, enfim, dispersando, ele para o escopro com que abriria buracos pelo quintal, eu ao quarto da infância, onde poria uma almofada sobre a cabeça, para reprimir as lágrimas, e tentaria dormir até ao fim-de-semana seguinte.

Nenhuma literatura alguma vez fez isto por mim. Nenhuma poesia, nenhuma arte, nenhuma filosofia. Fê-lo o futebol. E dedicar-lhe um romance, bem vistas as coisas, é pequeníssima penitência para tão grande milagre.

2012-06-11

FW: Economizar Combustível

10 dicas para economizar combustível

                           

Carros com motores cada vez mais compactos e ao mesmo tempo mais potentes estão no foco das montadoras. O objetivo destes desenvolvimentos é gerar uma relação custo/benefício mais vantajosa ao consumidor, se vangloriar do título de fabricar o carro mais econômico e também, porque não, cuidar do ambiente. Só que estes avanços não adiantam nada se a condução do carro não levar a redução do consumo em conta. Com isso em vista, o WebMotors separou 10 dicas para você gastar menos e contribuir com o meio ambiente. Afinal, hoje comemora-se o dia do meio ambiente. O dia foi criado em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas). A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, em que a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, de tal modo que a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade.

1 – Não aqueça o motor com o veículo parado. Isso só era necessário na época do carburador, em que os carros precisavam ser aquecidos para não engasgar na esquina. Hoje, a injeção eletrônica toma conta para que isso não aconteça. Quando você deixa o carro “esquentando” parado, o motor demora mais para chega à temperatura ideal. Logo, a emissão de poluentes e o consumo de combustível são maiores. O melhor é partir levemente, evitando regimes de rotação elevados.

2 – Evite acelerações quando o carro estiver parado. Aquela história de dar uma cutucada no acelerador antes de virar a chave é coisa para lá de velha. Isso é uma prática inventada por motoristas que amam ouvir o último ronco do propulsor. Hábito fora de moda... Só ajuda a aumentar o consumo, sem benefícios para o motor.

3 – Não tenha preguiça de trocar a marcha. Aquelas tiazinhas que andam em segunda marcha durante 50 km, assim como aqueles meninões que esticam o motor até o talo, estão errados. A troca da velocidade influencia muito no consumo. Andar em quinta marcha em uma subida muito íngreme aumenta a emissão de poluentes, desgasta mais o motor e fere a média de consumo. O ideal é efetuar as trocas no tempo certo. Se houver dúvidas, cada automóvel faz a indicação da mudança correta de acordo com a velocidade no manual do proprietário.

4 – Se não precisar, não corra. O consumo do combustível aumenta proporcionalmente em relação à velocidade que o veículo desenvolve. Em uma retomada de 90 km/h a 120 km/h o incremento de consumo é de aproximadamente 30%.

5 – Não tenha medo das ladeiras. Tem gente que, quando vê uma subida, até freia antes, de tanto medo. O correto é acelerar antes, para que o carro não perca o ritmo no meio do caminho. Ter de pisar fundo durante a subida para o embalo não acabar é mortal para o tanque.

6 – Não tenha medo das descidas. Aquela história de ponto-morto na descida, a popular “banguela”, já virou lenda urbana. Por favor, isso era coisa da época do carburador... Com o sistema de injeção eletrônica, a forma ideal é manter o automóvel engrenado. Nessa situação, sem carga no acelerador, não há injeção de combustível. No ponto-morto, a injeção continua a funcionar. Além de ser mais econômica, essa maneira é a mais segura.

7 – Não viaje com o vidro aberto. A resistência do ar é maior quando as janelas do automóvel estão abertas. Isso faz com que o carro exerça uma força maior para se deslocar. O ideal é deixar uma fresta aberta ou utilizar os recursos de ventilação do modelo.

8 – A corrente elétrica também gasta mais petróleo. Utilize os dispositivos somente pelo tempo necessário. A exigência dos componentes pede maior consumo de combustível para recarregar a bateria.

9 – Não rode com excesso de carga. Todo automóvel indica a sua capacidade máxima de carga. Qualquer volume desnecessário pode fazer com que o automóvel beba mais. Tem pessoas que fazem do porta-malas uma extensão do guarda-roupa. Cerca de 50 kg já fazem a diferença na bomba.

10 – Acessórios que podem custar caro. Evite todos os apetrechos, pois eles pesam mais e interferem na maioria das vezes negativamente na aerodinâmica. Se não for utilizar o bagageiro, deixe-o em casa. O seu consumo vai melhorar.

Como calcular o consumo do seu carro:

Em um determinado dia da semana, procure um posto de abastecimento que não venda gasolina muito barata ou que você freqüente normalmente. Encha o tanque até o disparo automático da bomba. Zere o hodômetro e rode com o automóvel em condições normais. Se você quiser, volte ao posto depois de alguns dias e complete o tanque novamente. A quantidade de km rodados deve ser dividida pela quantidade de litros. Por exemplo: 100 km rodados com 10 litros de gasolina. Isso é igual a 10 km/l!

Se você pedir para o frentista colocar aquele chorinho, pense novamente e não faça mais isso. O abastecimento além da trava automática pode fazer com que o excesso acabe transbordando pela válvula ou pela própria tampa do bocal. Isso pode danificar o cânister e causar entupimentos que farão o carro morrer, além de representarem um prejuízo razoável. Se a bomba indica que o tanque está cheio, acredite nela.

Para calcular a média em carros com tecnologia flexível em combustível, use um tanque por vez com cada combustível, fazendo o mesmo processo descrito acima, para determinar qual é economicamente mais vantajoso. A regra de que o álcool só compensa se custar até 70% do valor do litro da gasolina nem sempre é válida. Isso porque alguns carros rodam melhor com álcool do que com gasolina. Assim, o melhor cálculo é o que é feito caso a caso.